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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Capítulo quinze

Será que eles vão me deixar entrar?
Vou ficar aqui quietinho e aguardar...
- Gente! Como o cãozinho irá se chamar? - disse Leka.
- Por mim, ele se chamava Salsichão! Ha Ha Ha- respondeu Júnior.
Esse Júnior parece não gostar e mim... desde que eu cheguei só fica rindo... Ei, Laine! Você vai deixar?
- Cãozinho, vou ali dentro buscar um cobertorzinho para forrar onde vai dormir.
- Tudo bem, Laine! Quanta felicidade! Eu tenho uma família... um lar... Sou o cão mais feliz do mundo!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Capítulo catorze

- Laine, Laine!
- Cãozinho, a sua água! Está fresquinha!
- Que delícia, Laine! Eu estava precisando... estava com muita sede...
- Leka! Junior! Venham aqui ver o cachorrinho!
- Quem é Leka? Quem é Junior? Eles vão me machucar? Eu não quero vê-los...
- Tadinho está tão magrinho... mas ele é bonitinho... como ele vai se chamar? - disse a garota baixinha com pinta no nariz.
- Credo! Que cachorro estranho... hahaha! Que tamanho de focinho! - falou o menino magrelo de óculos.
- Ei Laine, você vai deixar eles ficarem rindo de mim? 
- Ele veio te seguindo, mãe?
- Sim, Leka! Nem sei como conseguiu. A rua estava muito movimentada e por pouco o carro o atropela!
- Nossa, cãozinho! Você é muito levado!
- Sou nada, Leka! Sou um anjinho...
- Vou lá dentro pegar a câmera para tirar uma foto dele!
- Ah? O que é que a Leka vai fazer?
- Mãe, esse cachorro parece uma salsicha! Hahaha!
- Nossa, como este menino é enjoado! Laine se você não fizer algo eu vou fazer!
- Quieta, Junior! Ele está assim porque estava doente... ele ainda está recuperando.
A Leka veio de dentro da casa com um aparelho comprido nas mãos.
- Sorria, cãozinho!
Clic! 
Olhem só acendeu uma luzinha!
- Pronto, tirei a foto! Ele não ficou tão bonitinho mas nas próximas ele ficará!
E foi assim que tiraram o meu primeiro retrato!

sábado, 12 de dezembro de 2015

Capítulo treze

E agora o que eu faço: obedeço ou desobedeço a Laine?
Por um lado ela está certa... eu ainda estou fraquinho mas... mas... eu não quero ficar sozinho aqui na praça.
Vou desobedecê-la! Vou atrás dela! Vou devagarzinho e com cuidado para o carro não me pegar. Tenho de ficar atento para não perder a Laine de vista!
Então vamos lá seja o que Deus quiser!
Vou pela calçada porque as pessoas andam por aqui então deve ser seguro.
Será que a Laine vai para casa ou será que ela vai para outro lugar? Será que é muito longe?
Nossa que tanto de carros... que tanto de gente...
Olha! A Laine está atravessando a rua! Tenho de atravessar também!
Ixa! Ela me viu! 
- Ê cãozinho! Você está me seguindo né?
- Laine, eu não queria ter desobedecido... É que não queria ficar sozinho...
- Venha comigo! E cuidado!
- Ai que bom! Ela não se chateou! Você está brava comigo, Laine?
- Você é muito teimoso! Já pensou se o carro te atropela? Como eu iria ficar?
- Não se preocupe, Laine! Eu vim com cuidadinho!
Uau! E esta avenida com coqueiros? Que linda!
Ops! Vamos atravessar a rua novamente.
Espero que esteja chegando... já estou cansado!
- Cãozinho, esta é minha casa! Fique aí que vou buscar água para você!
Que legal! Até que enfim conheci a casa da Laine! 
Será que tem alguém lá dentro? Quem será? O que irá dizer?

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Capítulo doze

Nossa que legal! Que tanto de bonecos! Que tanto de bancos! 
E aquele círculo dourado lá na frente? O que é? Vou lá averiguar!
Puxa como brilha! Como é bonito! E esta mesa grande? O que será que colocam nela?
Tem uma salinha ali do lado, vou lá também...
Ops! Tem um senhor ajoelhado lá! 
Vou sair daqui antes que ele me xingue...
Olha só como aqui é grande! É espaçoso e cheira bom!
- Laine, cadê você?
Nossa que tanto de portas...
- Cãozinho, venha cá! Preciso trancar a Igreja!
- Já vou, Laine!
- Cãozinho, já pus comida e água frescos para você! Arrumei seu cobertorzinho! Fique quietinho, ok? Até amanhã!
- Ei, Laine! Aonde você vai? Por que não posso ir junto? Ei me responda, volte aqui!
- Cãozinho, volte! Senão você será atropelado! Você ainda está fraco!
- Laine, deixa eu ir... Não me deixe aqui...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Capítulo onze

1 mês depois...

Nossa como tem esquentado de alguns dias para cá.
Vou dar uma volta pelo outro lado da praça para ver o movimento.
Olha só! Uma Igreja! A porta está aberta! Vou entrar!
A Laine está lá dentro! Vou lá falar com ela!
- Cãozinho, é você? Me achou aqui né, espertinho!
- Sim, Laine. Fui andando meio sem rumo e te encontrei.O que você faz aqui?
- Cãozinho, fique aí quietinho, certo?
Que estranho! Às vezes eu converso com a Laine e ela me responde de imediato. Outras vezes não diz nada ou se diz não é o que perguntei.
 Estou confuso...



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Capítulo dez

LAINE! LAINE! LAINE! LAINE!
Vou dizer várias vezes o nome da mulher alta, ops, da Laine para eu não me esquecer!
Espero que ela não demore pois estou com muita fome.
Vou dar uma voltinha enquanto ela não vem.
Olha! Um passarinho! Vou correr atrás dele!
Pá!
Ai, ai! Acabei de cair...
Minhas perninhas ainda estão fracas. 
Fazer o que né, vou me levantar e andar vagarosamente.
- Cãozinho! Cãozinho! Cadê você?
A Laine está me chamando!
- Laine, Laine! Estou aqui!
- Venha se alimentar!
- Laine! Estava faminto! Vou comer tudinho!
- Fique aí, cãozinho! Vou trabalhar agora estou muito atarefada! Quando terminar deite ali na escada, tá bom?
- Sim, Laine! Pode ir tranquila que vou lhe obedecer.
A Laine é muito boa. Trabalha muito e ainda cuida de mim. 
Obrigado, meu São Francisco de Assis!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Capítulo nove

- Oi cãozinho! Como você está? Foi dar um passeio? Rsrsrs...
- Mulher alta! Viva! Preciso lhe contar! Eu fiz um "aumiguinho"!
- Está a cada dia melhor né, cãozinho? Você é um vencedor!
- Ah, mulher alta! Quanta bondade de sua parte! Graças a Deus e a vocês que cuidaram de mim!
- Já volto! Vou buscar comida e água para você!
- LAINE! PRECISAMOS DE VOCÊ AQUI NA IGREJA!
- Cãozinho, vou ali ver o que eles querem e já volto com sua água e sua comida!
Olha só! A mulher alta se chama Laine!
Que bom, agora que eu sei posso chamá-la pelo nome!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Capítulo oito

A cada dia que passa estou me sentindo bem melhor.
É raro o dia que sinto fraqueza...minhas perninhas estão mais resistentes e estou caindo bem menos.
Estou com fome! 
Onde estará a mulher alta?
Enquanto a espero vou dar uma volta pela praça.
A praça está tão vazia hoje... 
Opa, peraí! Eis que surge um "aumiguinho" vou lá falar com ele!
- Olá, aumigão!
- Olá! Tudo bem?
- Agora estou bem. Estava doente e cuidaram de mim! E você? O que conta de bom?
- Uai! Nada até agora. Só vim aqui dar uma voltinha e estou voltando para minha casa.
- Legal! Aonde você mora?
- Logo ali, descendo aquela rua. E você?
- Eu moro aqui na praça mesmo. A mulher alta e o senhor baixinho cuidam de mim, me dão água e comida.
- Entendi! Por que você não pede para eles te levarem para casa?
- Eu perguntei para a mulher alta se ela queria ser minha dona mas ela não me ouviu...
- Ah que pena!
- LOGAN, VENHA PARA CASA AGORA!
- Ops! A minha dona está me chamando. Depois a gente conversa mais, viu, aumigão!
- Combinado então! Até logo!
Olha que legal! Fiz um "aumigo". Mal posso esperar para contar para a mulher alta!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Capítulo sete

Uaaaaaah! Que preguicinha!
Nossa, que tanto de "aumiguinhos"! O que será que está acontecendo por aqui hoje?
Cadê a mulher alta? E o senhor baixinho?
Vou me levantar e dar uma voltinha para ver o que está acontecendo.
Ai, ai, ui, ui...Como ainda é difícil ficar em pé!
Vou andar bem devagarzinho para não cair.
Uma mulher vestida de branco está aplicando uma coisa comprida nos meus "aumiguinhos"!
O que é aquilo?
Mulher alta: Oi cãozinho! Resolveu dar uma voltinha, hein, sapequinha?
Como eu fico feliz em te ver, mulher alta! 
Você sabe me dizer o porquê da praça estar tão movimentada e o que aquela mulher está injetando nos meus "aumiguinhos"?
Mulher alta: Vou ali e já volto!
Ei, ei! Você não me respondeu! Não se aproxime desta mulher! Ela é má! Não converse com ela!
Ai meu Deus! As duas estão vindo em minha direção! Não deixa ela me aplicar esse negócio! Eu não fiz nada! Por favor, não faça isso! Socorro!
Mulher alta: Cãozinho, fique quietinho que a Tia aqui vai te vacinar contra raiva!
Tia de branco: Vai doer só pouquinho, tá bom?
Tá bom, vocês venceram! Não adianta fugir... Podem me vacinar!
Ai, ai, ai! Isso arde!
Tia de branco: É isso aí amigão! De quem é esse cãozinho? Cadê o dono?
Mulher alta: Ele não tem dono! Ele apareceu aqui na praça e estamos cuidando dele. Estava tão fraquinho que comia e bebia deitado.
Tia de branco: Coitadinho! Que bom que estão cuidando dele! Ele vai ficar muito bonito!
É isso mesmo! Vou ficar bonitão e vou perguntar novamente para a mulher alta se ela quer ser minha mamãe!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Capítulo seis

A mulher alta voltou com duas vasilhas cheias de água e ração para mim.
Eu bebi e comi com grande satisfação.
Ela fez carinho na minha cabecinha e eu novamente perguntei seu nome mas não me respondeu.
Será que ela não entende minha língua?
Mulher alta: Cãozinho, eu vou trabalhar e você fique aqui, certo?
Balancei a cabeça.
Sim, senhora, respondi e ela se foi.
A praça hoje está sem movimento algum.
Vou aproveitar esse momento e dormir um pouquinho.

sábado, 31 de outubro de 2015

Capítulo cinco

Dois meses depois...

Hoje acordei ao som dos pássaros cantarolando.
Estou me sentindo bem, minhas forças estão voltando.
Vou tentar ficar em pé... será que eu consigo?
Vamos lá!
Ui, ui, ui... Levanta uma patinha... ui, ui, ui, levanta a outra, agora o tronco e... opa, opa... vou conseguir... estou tremendo ainda... ui,ui,ui...
KABUM!!!
Opa! Acabei de cair! Kkkkkk.
Doeu mas foi legal! Consegui ficar em pé alguns poucos segundos... Foi ótimo!
Mulher alta, mulher alta! Cadê você? Preciso te contar essa novidade!
Onde será que ela está?
Senhor baixinho: Oi amigão!
Au, au! Senhor baixinho, onde está a mulher alta? Preciso contar a novidade! Cadê ela? Cadê?
Bom, já que ela não está aqui vou lhe contar! Eu consegui ficar em pé, foi só um pouquinho mas consegui!
Ei, você não vai falar nada? Ei, volte aqui!
Nossa, ele nem prestou atenção...
Ah! Olha lá a mulher alta! Venha aqui vamos conversar!
Mulher alta: Oi cãozinho! Que gracinha! Já está ficando bom!
Olha só, mulher alta, vou ficar em pé para você ver...
Ui, ui, ui... Levanta a patinha... ui, ui, ui levanta a outra e... tcharãn... opa, opa, opa... vou cair...
KABUM!
Mulher alta: Nossa, tadinho! Foi se levantar e caiu! Será que machucou?
Não, eu estou bem não se preocupe! Como é seu nome? Você quer ser minha dona?
Mulher alta: Vou ali buscar água e comida e já volto. Não se levante para não cair novamente!
Tá bom! Sou obediente! Vou ficar aqui quietinho!
Eu a perguntei o nome e se queria ser minha dona mas não respondeu...
Será que ela me ouviu? Ou será que ela não me quer?

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Capítulo quatro

Ah... como estou feliz!
O dia está tão belo! Os pássaros cantam, parece que as árvores sorriem para mim...
Hoje já consigo levantar minha cabeça e vejo melhor.
Cadê aquele senhor baixinho e aquela mulher alta que me ajudaram ontem?
Já estou com saudades deles...
Vou ficar aqui admirando a praça enquanto eles não aparecem.
Olha lá quem está vindo! A mulher alta! Parece que ela traz algo para mim...
Mulher alta: Oi cãozinho! Está melhor? Trouxe água para não se desidratar. Vou ali e já volto!
Oba! Como ela adivinhou? Eu já estava com muita sede!
Aonde será que ela foi?Vou esperar!
Ela está vindo com uma vasilha nas mãos. Parece comida!
Mulher alta: Trouxe alimento para você! Não é ração mas irá lhe fortalecer! É multimistura! Espero que coma tudo e que fique bom logo!Agora vou trabalhar!
Ei! Volte aqui!Não me deixe! O que é multimistura?
E lá se foi ela... Bom, vou comer isso que tem o nome estranho vamos ver se é bom.
Comi tudo! Será que tem mais? Vou aguardar, quem sabe a mulher alta traz mais!
Falei nela e apareceu!
Mulher alta: Cãozinho, vou à minha casa almoçar. Daqui a pouco vou trazer mais comida para você. Fique aí quietinho tá?
Ei, ei, como você se chama? Ela não me ouviu...
Ela disse C.O.M.I.D.A.? Oba, oba!
Mas é claro que vou ficar aqui quietinho. Vou esperá-la.

***

Mulher alta: Cãozinho! Cãozinho! Trouxe a comida que lhe prometi!
Nossa! Será que cochilei por muito tempo?
Comidinha quentinha! Que delícia!
Olha o senhor baixinho!
Viu, senhor? Estou de barriguinha cheia!
Senhor baixinho: E aí amigão! Está tudo bem?
Está tudo bem melhor do que antes... Daqui a alguns dias estarei correndo por toda esta praça! Se Deus quiser!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Capítulo três

Hoje o dia está muito bonito! Não está nem quente nem frio.
Ai, que vontade de sair correndo e brincar mas não consigo estou muito fraquinho...
Vejo um senhor baixinho que usa vestido comprido até o pé e um cordão enorme no pescoço com uma cruz. 
Ele está vindo em minha direção! Estou com medo!
Por favor, não me leve eu sou bonzinho eu não fiz nada! Ai meu Deus!
Ufa! Foi por pouco!
Ele continua me olhando, bem que podia me ajudar, né?
Agora ele conversa com uma mulher alta, de touca no cabelo, parece simpática...
Eles saíram agora.
O que será que eles conversavam?
Eles estão voltando!Oba! Oba! 
É uma miragem? Eles estão com duas vasilhas nas mãos e estão vindo em minha direção.
Senhor baixinho: Pobrezinho tão magrinho! Parece que ele está doente! Vamos dar água para ele!
Mulher alta: Ele está tão fraquinho que não consegue se levantar para comer! Vamos ajudá-lo!
Estou tão feliz! Será que estou no céu? Que pessoas bondosas! Já tinha me esquecido do quão era bom comer e beber. Parece que estou até mais forte!
Agora rogo a São Francisco de Assis para que eles nunca me abandonem...

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Capítulo dois

Amanheceu...
Acordei com o sol me saudando com seus fortes raios.
E tudo recomeça.
As mesmas pessoas passando apressadamente sem me darem atenção.
Tenho fome e sede.
Olha lá um cãozinho acompanhado do seu papai. Será que ele vai vir aqui ver como estou?
Ei, Ei!?!
Que tristeza!
Eles se foram e estou só novamente...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Capítulo um

Olá, amiguinhos!
Meu nome é...é...meu nome é...
Bom na verdade nunca tive nome...
Estou aqui abandonado nesta praça. As pessoas passam mas não páram para me ajudar. 
Às vezes têm até vontade mas estão muito apressadas...
Eu estou muito fraco, não tenho forças para me levantar e está tão frio... Estou tremendo... 
Oh meu Deus, será que ninguém irá me auxiliar?
Vou ficar quietinho, fechar os meus olhinhos e esperar.